30/4/06
Torna-me humano, Torna-me fraterno

Depois de algumas semanas de provas e trabalhos estou de volta (rs). Na verdade já poderia ter atualizado este blog há muito tempo, mas confesso que estava sem nenhuma idéia ou inspiração.
Vamos lá, vou tentar escrever algo.
Apesar da pressão de provas quase todos os dias, estas últimas semanas foram simplesmente maravilhosas, pude ver minha turma da faculdade mais unida, fizemos um café da manhã que foi fantástico, com direito até música ao vivo. Nos divertimos muito, tiramos muitas fotos, que quem tiver vontade de espiar pode acessar meu orkut (endereço abaixo).
Se o ano passado foi um dos piores anos (ou talvez o pior) da minha vida, este tem sido um dos melhores, que chega até dar medo.
Bem hoje é domingo quase toda família está reunida, para o almoço, porém me deu uma vontade de reler aquelas velhas cartas de amigos, aqueles bilhetes, por isso estou aqui no quarto ouvindo música, relendo cartas e tentando escrever algo interessante para o blog.
Percebi que perdi muitas por causa das constantes mudanças de casa que fizemos aqui em Foz, mas mesmo assim tenho várias caixas abarrotadas de cartas e bilhetes de amigos.
Algumas de amigos de anos outras de amigos de estações, mas todas tão saudosas. Algumas agradecendo me por conselhos que nem lembro mais quais foram, cartas de confissões, outras de desabafos. Bilhetes de “bom dia”, bilhetes com mensagens bíblicas, folhas de agendas, cartões e por ai vão.
Encontrei algumas do tempo que escrevia para o presido a fim de ajudar uma pessoa, eu escrevia quase todos os dias, mandava fitas cassetes com mensagens desses cds de inspiração que existem por aí, escrevia motivações. Não sei até que pondo minhas cartas puderam ajudá-la, mas sinto-me feliz por ter tentado algo.
Assim como não sei o quanto posso mudar um dia, uma semana ou uma vida, através desses bilhetes que gosto de escrever, dessas cartas, mas sinto-me feliz quando pego uma carta resposta, ou quando encontro alguém depois de muito tempo e ela me diz “sabe aquele cartão que você me deu, então eu o tenho até hoje e sempre o leio”. Sinto que não estamos nesta vida apenas por estar, mesmo sabendo que algumas pessoas não irão concordar comigo, acredito que somos responsáveis uns pelos outros.
Muitas vezes vivemos nossas vidas tão egoisticamente que acabamos perdendo a chance de fazer alguém feliz e conseqüentemente sermos felizes.
No filme Patch Adams tem uma cena em que a personagem de Robin Williams demonstra a importância de um sorriso, não lembro muito bem como era a cena, só lembro que a personagem de Monica Potter fica um pouco constrangida coma as atitudes “ridículas” do amigo. Lembrei desta cena porque muitas vezes sinto-me tão boba, principalmente quando vou entregar o bilhete, passa mil coisas na minha cabeça. Porém respiro fundo e entrego e é sempre tão gratificante ver o sorriso das pessoas que recebem.
Uma vez no ensino médio, não estava com muita vontade de assistir aula, sai da sala e fiquei andando pelos corredores do colégio, acabei encontrando uma garota e ela estava chorando, eu não consigo ver ninguém chorando sempre me aproximo não com curiosidade, mas com um interesse de ajudar, conversei com ela por um longo tempo. Depois de uma semana, eu acho, já tinha até esquecido o rosto da garota, de repente uma menina chega em mim e diz “olha, fiz tudo aquilo que você me falou e me sinto melhor agora”. Sinceramente, não lembrava de nada que tinha falado.
Sinto me responsável pelas pessoas que estão próximas de mim e também pelas que conheço, mas que infelizmente moram longe.
“É o melhor que temos parar dar: a sabedoria de compreender,
a capacidade de se importar e,
estar presente para ajudar sempre que for possível!”.
(tirado de um cartão que recebi)
Vou parar por aqui, porque isso já está longo demais e porque o almoço também já está pronto.
Talvez eu escreva mais sobre isso uma outra vez :o)
criado por leslishalom
14:08 — Arquivado em: 

Comentário por Maria — 30 de abril de 2006 @ 16:24
É devia escrever mesmo.
Tudo bem guria?
Foi bom vir aqui te visitar.Beijão!
Comentário por Prit — 1 de maio de 2006 @ 1:26
Les, também tenho um monte de bilhetes, cartas e cartões. A mais hilária foi uma que escrevi com uma amiga durante um dia inteiro de aula e a gente ainda teve a capacidade de falar mal do pessoal que reclamou de ter que ficar passando o papel para uma e para a outra.
Hahahaha!
Bons tempos!!!!
Bjs
Comentário por Helen — 1 de maio de 2006 @ 18:51
Olá Les , lendo isso acho vc de uma sensibilidade incrivel. Se quiser escrever ainda para presidios, eu faço um trabalho com menores infratores aqui na minha cidade, qualquer coisa me procura. Um grande bjo, e que vc saiba usar da melhor forma esse talento p/ abençoar a vida de outras pessoas - helencarolinaf@hotmail.com.
Comentário por Si — 2 de maio de 2006 @ 7:18
Adorei isso. Bom mesmo é saber que há uma grande possibilidade de ter relido alguma minha, sem falar aquele dia que releu na minha presença, ai que vergonha! hihihihi
P.S. Leia o post novamente que você encontrará uns erros. Ah, me mande as fotos no e-mail da usina, aqui não vejo o orkut. Obrigada.
Comentário por Claire — 3 de maio de 2006 @ 5:23
Les, outro dia eu disse que, se alguém lamber você, vai sair açúcar. E sai mesmo! Deus te abençoe por ser assim!
Comentário por Thams — 3 de maio de 2006 @ 12:14
Les, tb amo cartas! Tenho uma caixa cheia delas, dos tempos de escola…
Sofro uma saudade enorme de cartas neste tempos de internet e e-mails. Acho que a vida nunca mais será a mesma, se a gte não voltar a usar o correio ou bilhetes entregues em mãos. Adoro torpedos, mas nada como guardar um bilhetinho na carteira e um dia descobri-lo por lá, tempos depois. É um tesouro!
Continue escrevendo!
Bjs querida!
Comentário por Eu — 4 de maio de 2006 @ 8:59
Parece unanimidade ter caixas de bilhetes e cartas guardadas. Sobre o filme, é simplesmente contagioso (rs). O médico “de verdade”, doutor Patch Adams, esteve em Goiânia em 2005 (ou 2004). abraços, Aline