23/2/06
Ela quase pôde escutá-lo, porém para ouví-lo com mais atenção precisava aproximar-se mais. Seus olhos eram poços de saudades. Sabia que aquele toque lhe deixara profundamente seduzida.
Andou vagando perdida entre o relativo e o absoluto. Entre o que é efêmero e o que é essencial. Sua vida havia tornado-se uma ânfora frágil e precisava ser quebrada, pois já não podia mais reter o vinho novo.
Passos oscilantes, desejos intensos, uma voz interior já um pouco abafada pelos ruídos externos e um sonho confuso despertaram seu espírito.
Tinha ido longe demais. E agora precisava saber não como voltar, mas sim como mudar, recomeçar e não se iludir novamente.
Seu coração foi capaz de suportar todas as conseqüências de seu erro, exceto uma: A Sua Presença-Ausente.
Mas agora ela pôde perceber, ele a chamava de volta e sua voz tinha urgência.
Ela então começa entender que para permiti-lo construir algo novo o que é velho tem que desabar. Toda mudança gera a princípio confusão, até que tudo fique no seu devido lugar.
14/2/06
De repente você se vê perdido, achando que todas as suas forças e motivações se esgotaram. E que nem sua letra sai legível.
Percebe que a vida é algo tão estranho e que viver como diz Salomão é vaidade. Lutando para manter sua fé, por mais que, ao olhar ao seu redor nota que tudo está desabando.
Se vê diante de seus 20 poucos anos morando com sua mãe e seu padrasto, sentindo falta pra caramba do seu pai (apesar de nem conhecê-lo direito). E se não bastasse isso, sentindo-se frustada por não ter dado um rumo ou propósito em sua vida.
Não encontrou o amor verdadeiro - se é que ele realmente existe - mas também não é o que mais importa.
Sua inquietude está em tentar entender como se permitiu distanciar-se tanto, se sabe que tudo nesta vida é vaidade e que seu coração não encontrará descanso a não ser em Suas Veredas.
Foram as decepções? Talvez. Mas se seus olhos estavam naquele que não decepciona, por que então se abateu e se esfriou seu amor?Não tenho respostas, só saudade!
